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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

A peleja entre a essência e o consumismo

Francesco conheceu o Shopping, muito embora já tivesse frequentado um, creio que só agora adquiriu maior consciência do que é um..
Quando os filhos são bebezinhos, levamo-os para toda parte, levamos conosco todas suas vontades, mas, depois dos dois anos e meio, a situação muda..e a vontade imperativa deles se faz presente. Ele ainda não aprendeu o verbo "compra", porém, utiliza um verbo próximo "quero"...
Agora é o período pré-consumista, é o período do encantamento...Por enquanto, as luzes variadas e coloridas são belas assim como as vitrines são apenas protótipos de uma vida encantadora.
 É o barulho e a agitação do Shopping que revela a poesia para crianças menores que três anos...Pudera manter essa situação para adolescentes e adultos, mas, sabemos que essa peleja do consumo tem vencedor certo pois é uma tentação maior que o pecado original..

sábado, 11 de agosto de 2012

Feliz Dia dos Pais

Dizia Freud que "O filho é o pai", ou seja, é no filho q está, além da genética, a moral e as idealizações do pai...
Mesmo que o pai hoje seja somente saudade, ainda está em nós suas esperanças..
Feliz Dia dos Pais


Tela:  JOHN KOCH - Pai e filho, 1955

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O despertar




                    Que seus professores oficiais, Francesco, sigam essa idéia de Piaget





quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Aprendendo a falar

Aprendendo a falar, processo longo, não?
Parafraseando "Telhado" de Oswald de Andrade:
Para dizerem céu dizem téo
Para dizerem come dizem tome
Para dizerem casa dizem tasa
e irão construir o mundo...

domingo, 29 de julho de 2012

Nossos medos, nossas almas..

Francesco é cada vez mais palavras..
Ele tem medo de escuro e eu do silêncio
É no silêncio que os traidores agitam-se e que o brilho deixa o olhar..
Quando existe silêncio, não existe crianças..
Uma casa feliz não suporta nem a falta de iluminação, nem o preenchimento com o silêncio..

 * Tela de René Magritte, The Human Condition (1933)

sábado, 28 de julho de 2012

Na saudade

Eu e o Francesco aqui, morrendo de saudades da irmã mais velha que foi morar com a avó paterna.
O problema do hábito, do costume, do cotidiano é que cria a ilusão que as coisas não mudam...e quando mudam a gente não está treinado para reagir, ou, tem experiência suficiente para tirar proveito da nova situação..Achamos que nosso cérebro gosta de rotina e não o motivamos à aventuras. Por isso, quando surge um desafio, ele parece preferir suplicar às lembranças...

sábado, 21 de julho de 2012

Pernas nas estrada, asas nos olhos

A irmã de Francesco foi morar com a avó em outra cidade..Decidiu ir e parece estar feliz...
Passo a passo, aquelas perninhas que nós ajudamos a firmar e encorajamos a andar de velotrol, afastam-se ...E nós, que já fomos deusas, tal era a dependência, podemos apenas assistir esse caminhar para longe. Aquele "mamã" indefeso, transforma-se no imperativo "Eu vou"...No entanto, eles ainda não sabem que dentro de nós, conhecemos essa rota, que agora é só deles, por isso, mesmo tristes com o fim da idolatria, os deixamos ir...  Nossos olhos estarão observando, da montanha, na esperança que voltem com saudades das capas de chuva, das idas ao colégio, do percurso de mãos dadas...
Nossa casa será sempre nossa, mas, não demorem muito, já estávamos na estrada antes de vocês, para nós o destino deverá chegar antes..

Tela: Renoir, The Children of Martial Caillebotte (1895)