Agora está assim. Ele alcança quase tudo, principalmente o paneleiro e não tem a mínima piedade das panelas. Todas vão ao chão. Canso-me de retirá-las do chão e guardá-las porque duram menos de uma hora no lugar de origem.
Pelo que ando percebendo, "mãe" também quer dizer "ordem", ou aquela, única criatura, para quem sobrou deixar a casa em ordem. Parece em vão, mas a tarefa precisa continuar, visto que sem ordem, uma casa não funciona.
O que penso é que talvez seja um teste de resistência, entre a vontade dele e a minha. Eu guardo as panelas e ele as retira do paneleiro para jogá-las no chão da cozinha, do banheiro e da sala..
Não fico brava, quando a gente tem filhos aprende a arte da maleabilidade e da tolerância..
Sigam-me
www.twitter.com/celiaschultz
Qualquer aventura começa quando somos obrigados a descobrirmos quem somos.
Vejam também: www.diariodececilia.blogspot.com
celiaschultz@hotmail.com
Vejam também: www.diariodececilia.blogspot.com
celiaschultz@hotmail.com
domingo, 11 de setembro de 2011
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
O habitante de rua...
Ele viu o cachorro, correu e queria brincar com ele. Aqui temos dois, o Nico e a July, que são Yorks e são mansos. O cachorro da rua não era exatamente igual, não pude deixar ele se aproximar. Era maior, talvez fosse bravo. Eu imagino que ele pense que todos os cães são dóceis.
Com certeza, é preciso ter mais medo de pessoas do que do restante dos animais, até porque, em muitos casos, são as pessoas que ensinam os cães a morderem outras pessoas..
O medo vem da experiência negativa. Na infância quase não existe, parece algo imaginado por adultos, o mundo é lúdico. Seria bom se toda a ingenuidade infantil pudesse sobreviver ao nosso mundo real. Já pensou, todas as pessoas podendo confiar nas demais?
Com certeza, é preciso ter mais medo de pessoas do que do restante dos animais, até porque, em muitos casos, são as pessoas que ensinam os cães a morderem outras pessoas..
O medo vem da experiência negativa. Na infância quase não existe, parece algo imaginado por adultos, o mundo é lúdico. Seria bom se toda a ingenuidade infantil pudesse sobreviver ao nosso mundo real. Já pensou, todas as pessoas podendo confiar nas demais?
sábado, 27 de agosto de 2011
Brincar de sociedade
Seus brinquedos?
Ele tem alguns carrinhos coloridos, outros só envernizados de madeira, algumas bolas de plásticos, ursinhos de pelúcia..Mas, é da embalagem de sabão em pó vazio, da caixa de sabonete, da vassoura, do balde e até da ração dos cachorros que insiste em brincar. Tudo é brinquedo e tudo já é "de verdade"..O mundo é lúdico. O jogo da vida começou pelo pensamento mágico que também é lógico.
Ele segura o copo de plástico e quando preciso tirar de sua mão para lavar, não deixa e chora. Deve pensar: "- Isso é meu e aquilo ali também é!". Com os brinquedos começa a difícil tarefa da socialização.. Brinquedo é coisa séria.
Ele tem alguns carrinhos coloridos, outros só envernizados de madeira, algumas bolas de plásticos, ursinhos de pelúcia..Mas, é da embalagem de sabão em pó vazio, da caixa de sabonete, da vassoura, do balde e até da ração dos cachorros que insiste em brincar. Tudo é brinquedo e tudo já é "de verdade"..O mundo é lúdico. O jogo da vida começou pelo pensamento mágico que também é lógico.
Ele segura o copo de plástico e quando preciso tirar de sua mão para lavar, não deixa e chora. Deve pensar: "- Isso é meu e aquilo ali também é!". Com os brinquedos começa a difícil tarefa da socialização.. Brinquedo é coisa séria.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Abstração e essência..
Ele brinca por toda a parte que consegue transpassar. Para quem vê, é brincar. Para ele, é aprendizado sério com direito a mudança de ciclos..Prova disso é o olhar sério sobre um patins velho. Para que serve? O que faço com ele?
O desarrumar tudo aqui é abstração para enxergar a essências das coisas..O quebrar as coisas, algumas até relíquias, é para nos mostrar que objetos não foram feitos para durar mais do que o nosso conhecimento sobre eles..
Minha mãe dizia que antigamente as crianças eram mais "paradas", menos enérgicas. No entanto, a observar que essas crianças, de outros tempos, produziam, sozinhas, bonequinhos de xuxu e carrinhos de espiga de milho, creio que ela se enganou...
O desarrumar tudo aqui é abstração para enxergar a essências das coisas..O quebrar as coisas, algumas até relíquias, é para nos mostrar que objetos não foram feitos para durar mais do que o nosso conhecimento sobre eles..
Minha mãe dizia que antigamente as crianças eram mais "paradas", menos enérgicas. No entanto, a observar que essas crianças, de outros tempos, produziam, sozinhas, bonequinhos de xuxu e carrinhos de espiga de milho, creio que ela se enganou...
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Simples assim..
Alguém já se perguntou como as crianças olham para os adultos?
Como seres mais do que gigantes, como seres incansáveis, como titãs.
Adultos são aqueles que colhem todos os dias, todas as horas, seus brinquedos pelo chão. São aqueles que os carregam desde o berçário, até talvez 12 anos, em seus braços. São os que fazem compras, trabalham externamente, preparam sua mamadeira e ainda lhe cantam a noite quando eles, bebês, estão cansados.
Adultos são deuses, tem força mágica para curar e assoprar quando os pequenos caem e choram.
Adultos são responsáveis pela manutenção da vida e não sentem dor, fome ou cansaço.
Quando não é assim, os gigantes se transformam em monstros horrendos. Aqueles que dão medo. Fazem parte desse grupo, aqueles que fazem crianças e outros adultos chorarem.
Crianças são assim, maniqueístas. Unilateral, elas não fingem gostar. Para elas, embora novo, o mundo é bem simples.
Tela: Família - Lasar Segall
Como seres mais do que gigantes, como seres incansáveis, como titãs.
Adultos são aqueles que colhem todos os dias, todas as horas, seus brinquedos pelo chão. São aqueles que os carregam desde o berçário, até talvez 12 anos, em seus braços. São os que fazem compras, trabalham externamente, preparam sua mamadeira e ainda lhe cantam a noite quando eles, bebês, estão cansados.
Adultos são deuses, tem força mágica para curar e assoprar quando os pequenos caem e choram.
Adultos são responsáveis pela manutenção da vida e não sentem dor, fome ou cansaço.
Quando não é assim, os gigantes se transformam em monstros horrendos. Aqueles que dão medo. Fazem parte desse grupo, aqueles que fazem crianças e outros adultos chorarem.
Crianças são assim, maniqueístas. Unilateral, elas não fingem gostar. Para elas, embora novo, o mundo é bem simples.
Tela: Família - Lasar Segall
domingo, 31 de julho de 2011
Entre a infância, adolescência e a maturidade. o que acontece?
Vivemos a resina do medo.Alguns adolescentes embriagados, drogados ou delinquentes. Alguns adultos, psicóticos, tiranos ou violentos. Nenhum deles lembrando a graça dos bebês, fofinhos, que já foram um dia.
Parece que algo muito grave aconteceu no intervalo das fases de desenvolvimento, mas o que?
Ninguém nasce bom ou mal. Então, será que bebês são tabulas rasas ou folha de papel em branco?
Nesse caso, eles irão aprender com os mais velhos e irão aprender até coisas como afeto e amor. A experiência é imprescindível para eles. É o que possibilitará o "vir a ser"..
Mas, todas as pessoas más, tiveram experiências más?
Não tenho como saber isso, porém, podem ter tido a falta de experiência boa..
Em algum momento, ou em vários momentos, creio que não houve colo.
Bebês são mamíferos naturalmente egoístas e gostam de ser atendidos com exclusividade.
Muitos atributos dos pais, em excesso, como a super-proteção, podem provocar transtornos, mas não é o caso do colo. Pegar no colo nunca é demais. Metaforicamente, adultos também adoram ser carregados em colos serenos.
Creio que o problema começa, quando adolescentes, esses bebês, desistem de pedir colo e seguem a vida acreditando que não precisam mais dele.
Tela: As meninas, de Renoir
Parece que algo muito grave aconteceu no intervalo das fases de desenvolvimento, mas o que?
Ninguém nasce bom ou mal. Então, será que bebês são tabulas rasas ou folha de papel em branco?
Nesse caso, eles irão aprender com os mais velhos e irão aprender até coisas como afeto e amor. A experiência é imprescindível para eles. É o que possibilitará o "vir a ser"..
Mas, todas as pessoas más, tiveram experiências más?
Não tenho como saber isso, porém, podem ter tido a falta de experiência boa..
Em algum momento, ou em vários momentos, creio que não houve colo.
Bebês são mamíferos naturalmente egoístas e gostam de ser atendidos com exclusividade.
Muitos atributos dos pais, em excesso, como a super-proteção, podem provocar transtornos, mas não é o caso do colo. Pegar no colo nunca é demais. Metaforicamente, adultos também adoram ser carregados em colos serenos.
Creio que o problema começa, quando adolescentes, esses bebês, desistem de pedir colo e seguem a vida acreditando que não precisam mais dele.
Tela: As meninas, de Renoir
terça-feira, 26 de julho de 2011
O mundo dentro dos olhos
Corre ali e se depara com o círculo vermelho
Corre ali e tenta subir no triangular azul, com luzes brancas piscando
Corre ali e sobe na grade esférica amarela, verde e vermelha
Corre e para, corre e sobe
Tem um mundo gigante ali
O mundo que lhe fascina os olhos
Olhos redondos, castanhos e brilhantes, que toca tudo antes de suas mãos
Viu tudo, mas não demorou a descobrir o quadrado,
Saiu dali..
E adorou as luzes piscando
Corre ali e tenta subir no triangular azul, com luzes brancas piscando
Corre ali e sobe na grade esférica amarela, verde e vermelha
Corre e para, corre e sobe
Tem um mundo gigante ali
O mundo que lhe fascina os olhos
Olhos redondos, castanhos e brilhantes, que toca tudo antes de suas mãos
Viu tudo, mas não demorou a descobrir o quadrado,
Saiu dali..
E adorou as luzes piscando
Assinar:
Postagens (Atom)

